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O projeto Memórias da Dramaturgia Amazônida tem como principal foco colher, analisar e divulgar o material produzido pelos primeiros e atuais dramaturgos amazônidas, não apenas no intuito de catalogar um acervo dramatúrgico, mas também os colocar como fonte de informações valiosas sobre a época, os costumes e os traços identitários dos povos que aqui habitam.

Segundo o pesquisador Vicente Salles, as primeiras representações de autores da Amazônia ocorreram no século XVIII, com “os primeiros frutos da terra, os poemas dramáticos de Bento de Figueiredo Tenreiro Aranha.” Desde então, quantos dramaturgos existiram, o quanto produziram, o quanto foi perdido, o que ainda resta? Não importa somente o quanto. O que importa é que essa memória não pode ser apagada, as novas gerações têm o dever e o direito de conhecê-la e estudá-la, daí a necessidade do registro, estudos e divulgação sobre o acervo da dramaturgia escrita e re(a)presentada pelos amazônidas.

Este projeto se obriga da investigação em comprovar o quanto ou em que grau a produção voltada para teatro dialogou com as outras modalidades literárias e se há correspondência entre as fases e tendências estético-ideológicas vigentes à época. Esta hipótese decorre do pressuposto de que todo acervo artístico-literário, contém informações de uma época, de um contexto datado e, como tal, porta elementos constituintes da história dos povos amazônidas, neste caso.

O patrimônio imaterial dos povos não deve ser guardado como relíquia, trancada a sete chaves, ele precisa transitar por tempos e espaços, para que as novas gerações não minguem por falta de alimento daquilo que fica, para sempre, na memória do Ser. Por isso o registro da produção dramatúrgica se faz necessário, antes que o descuido as relegue para o arquivo morto, o que seria uma perda histórico-cultural imensurável.

E pensando nisso, que o Memórias da Dramaturgia Amazônida aplicará-se em reunir os textos do acervo e os disponibilizar nesta página para a apreciação de todos, podendo até mesmo, serem encenados, desde que os autores permitam ou que já tenham caído em domínio público.

Com esta ação, também como forma de revitalização dos textos antigos, propõem-se aos novos dramaturgos fazer releituras e adaptações contextualizadas, de forma que dialoguem com os pioneiros da dramaturgia amazônida e se alimentem das e nas fontes que deram início às artes cênicas na Amazônia brasileira. 

 

 

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